Terça-feira, Agosto 07, 2007

Novo tipo de herói: Ladies and Gentleman, meet the great John Nash.

Com Uma Mente brilhante, um novo tipo de herói foi criado. O herói das aventuras intelectuais, dos grandes desafios matemáticos, do heroísmo que é fazer descobertas, e que essa escolha de vida também é cheia de alegria, tristeza, frustração, superação, todas as dualidades que criam um bom herói.

John Nash, no filme, é um herói. Esqueça que o filme é uma biografia em ficção. Há todos os elementos que formam um herói. O despertar dos poderes, os grandes conflitos, a escolha pelo heroísmo, a decisão de continuar herói depois de tantas dificuldades, mesmo quando há a chance de parar, quando parar poderia ser saudável, a luta em torno do reconhecimento, tudo isso é heróico.

O que é mais fundamental, um herói é apaixonado pelo que faz. É um pré-requisito para o heroísmo. Veja o Homem-Aranha, o Batman, os heróis de The Authority, qualquer um: ser herói é ser apaixonado, é guardar ainda dentro de si algum romantismo, é carregar a história dos épicos no coração.

Fazer ciência pode ser tão emocionante quanto cortar a cabeça do arqui-inimigo e sentir o seu sangue quente jorrar no rosto.

3 comentários:

NeoTaylor disse...

o heroísmo é quase um estilo de vida... cada vez mais desgastado, mas eh um estilo de vida... que bom seria se existissem mais nobres heróis na alma das pessoas!

Agora, a última frase do texto é quase um orgasmo para quem faz ciência.

Italo disse...

"cortar a cabeça do arqui-inimigo e sentir o seu sangue jorrar no rosto" deve ser deveras emocionante, mas não é nada heróico.

Quanto a pintar o cientista apaixonado como herói... Quem me dera fosse assim, o cientista bonzinho sempre querendo ajudar os outros. Mas a ciência é mais parecida com política do que eu gostaria. E nesta última o conceito de bem e mal é bem mais complicado que um dois e dois são quatro.

Eduardo disse...

Ah, mas eu não pensei num cientista bonzinho ou malvado. Eu pensei neles como heróis da ciência, fazendo grandes esforços intelectuais, e através de uma acuidade mental e esforços tremendos, conseguiram descobrir coisas.

Por exemplo, Lavoisier, era um aristocrata chefe de algum órgão na França que controlava os impostos, e ele causou a miséria e a desgraça de muuuita gente. Foi decapitado na Revolução Francesa e eu gritaria de alegria também. Mas em nenhum momento eu posso negar que ele foi um cientista fenomenal e a descoberta do Princípio da conservação da matéria é um feito heróico, sim.