Ele claro, é um ótimo cronista. Ler algumas crônicas dele é engraçadíssimo. Certamente, ele sabe capturar momentos, e contar histórias, e ser engraçado. Mas, com o passar das páginas, eu notei que ele não muda. É sempre o mesmo tom, é sempre o mesmo humor, é sempre a mesma coisa.
Descobrir isso não foi nada agradável. Eu tinha o Luís Fernando Veríssimo como um escritor muito querido. Eu já ri muito, e estimava cada livro, cada crônica. Adoro os seus maiores personagens: o Analista de Bagé, esse freudiano ortodoxo adepto da prática do joelhaço e o Ed Mort, o detetive mais cínico e pobre e inútil da face da terra. Mas, tirando isso, é sempre a mesma coisa.
Descobri isso quando li A mãe de Freud. Com esse, já são sete livros de crônicas que eu já li. As mentiras que os homens contam, Sexo na cabeça, A mesa voadora, Banquete com os Deuses, O melhor das comédias da vida privada e Comédias para se ler na escola.
Ele ainda escreveu alguns romances. Eu vou dar uma chance a ele ainda. Mas, as crônicas, Dio mio, as crônicas... não quero vê-las nunca mais.
Domingo, Julho 08, 2007
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3 comentários:
Estive aqui.
Beijos
=*
=D~~
Nossa, que chato. Eu conheço pouco do velho Veríssimo, mas gostei do que já li e, bem, esperava que houvesse muita coisa interessante dele ainda para se ler. É bem desgradável se desapontar com um autor desse jeito, né?
Mas bem, talvez ainda existam coisas interessantes dele esperando para serem lidas. =] Se não for o caso, é hora de partir para outros autores.
leia o jardim do diabo :)
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